Obrigada pela visita

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terça-feira, 13 de maio de 2014

DORES DAS ÁFRICAS


DORES DAS ÁFRICAS


Aldeias e mais aldeias
Neste continente imenso
A poeira parece incenso
Volitando pelo ar.
O sol queimando o chão
Sem água, o ar rarefeito
Mulher doente no leito
Dando ao filho de mamar.

De seus seios ressecados
Algumas gotas perdidas
Das suas mamas sofridas
Na ausência de alimentação.
O pedido da criança
De choro enfraquecido
Esquelético e esquecido
Pelo poder da nação.

Arrastando-se pelo chão
Nas esquinas dos povoados
No alto vesse os revoados
Dos urubus em lamento.
Eles próprios esfomeados
Esperando alguma morte
Criança com pouca sorte
Ela própria vira alimento.

Os dejetos viram comida
Bichos vermes e animais
Quem sabe até canibais
Deus não semeia estes carmas.
Horrores feitos por homens
Usando mal a riqueza
Que a vida humana despreza
Em vez de alimento, armas.

Que gritos de desespero
Que não saem da garganta
Já, a desgraça não espanta
Ao homem, nem a nação.
Os pedidos de mães e filhos
Parece que Deus não escuta
Na boca o gosto de cicuta
Por falta de água e pão.

O desprezo pelas vidas
É tão banal e profundo
Que a metade do mundo
Sofre de desnutrição.
Se isso é civilidade
No coração das criaturas
Impondo essas torturas
De Deus não temos perdão.

ACA


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