Obrigada pela visita

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sábado, 14 de abril de 2012

"A Dança" (Pablo Neruda) Não te amo como se fosses a rosa de sal, topázio Ou flechas de cravos que propagam o fogo: Te amo como se amam certas coisas obscuras, Secretamente, entre a sombra e a alma. Te amo como a planta que não floresce e leva Dentro de si, oculta, a luz daquelas flores, E graças a teu amor vive escuro em meu corpo O apertado aroma que ascendeu da terra. Te amo sem saber como, nem quando, nem onde, Te amo assim diretamente sem problemas nem orgulho: Assim te amo porque não sei amar de outra maneira, Senão assim deste modo que não sou nem és, Tão perto que tua mão sobre o meu peito é minha, Tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.
Antes de amar-te, amor, nada era meu: Vacilei pelas ruas e as coisas. Nada contava nem tinha nome. O mundo era do ar que esperava E conheci salões cinzentos, Túneis habitados pela lua, Hangares cruéis que se dependiam, Perguntas que insistiam na areia. Tudo estava vazio, morto e mudo. Caído, abandonado, decaído, Tudo era inalienavelmente alheio. Tudo era dos outros e de ninguém, Até que tua beleza e tua pobreza

quarta-feira, 11 de abril de 2012

O grito da natureza

O grito da natureza
O grito da Natureza ecoa pelo ar, pede socorro para quem puder ouvir, está pedindo que parem de destruir e preservem os mananciais, por favor, Com a ambição do homem moderno, o que será das futuras gerações? Não existe mais respeito pela vida, tampouco consciência do seu resultado... Ele esquece que assim está condenando não só a si como os seus descendentes... Para salvar a humanidade do extermínio, urge a necessidade de algum projeto... Os gritos ecoam pelos rios abaixo, ecoam nas matas, ecoam nos mares; são gritos tristes e de lamentações, avisando: os homens estão ficando loucos... Loucura maior é dos governos poderosos, que exploram a Terra e agora os céus; mandam foguetes em nome da tecnologia, enquanto na Terra, há gente morrendo de fome... Constroem arsenais para fabricarem armas, explodem bombas atômicas em alto-mar; não se dão conta que o clima está mudando. Cuidado: a Natureza não se vinga, se protege! (Giuseppe Martinelli)

sábado, 31 de março de 2012

Quando tuas mãos saem, Pablo Neruda

Quando tuas mãos saem,



amada, para as minhas,
o que me trazem voando?
Por que se detiveram
em minha boca, súbitas,
e por que as reconheço
como se outrora então
as tivesse tocado,
como se antes de ser
houvessem percorrido
minha fronte e a cintura?

Sua maciez chegava
voando por sobre o tempo,
sobre o mar, sobre o fumo,
e sobre a primavera ,
e quando colocaste
tuas mãos em meu peito,
reconheci essas asas
de paloma dourada,
reconheci essa argila
e a cor suave do trigo.

A minha vida toda
eu andei procurando-as.
Subi muitas escadas,
cruzei os recifes,
os trens me transportaram,
as águas me trouxeram,
e na pele das uvas
achei que te tocava.
De repente a madeira
me trouxe o teu contacto,
a amêndoa me anunciava
suavidades secretas,
até que as tuas mãos
envolveram meu peito
e ali como duas asas
repousaram da viagem.
Pablo Neruda

Não vou desistir de você.





Já não é novidade dizer que te amoão vou desistir de você
João Bala
Já não é novidade dizer que te amo
Já não é mais preciso lembrar-te que te amo
Já não posso usar a palavra te amo pra Lhe pedir perdão
Já não sei como expressar meu amor por você.
Um dia isso vai ter fim,
E com o fim morrerei de amor por você
E na morte já quero estar sorrindo
Pois de mim nada desse mundo pode tirar,
O amor que sinto por você.
Esse amor que afunila meu fim,
Pelo desprezo que tu tens tido comigo
É motivo de lagrimas e decepção pelo abandono,
É motivo de se deitar e não mais levantar pra vida.
Mais nem isso nem aquilo que será capaz de tirar
O encanto pela tua beleza e formosura que cada dia
Mais me encanta.
Não vou desistir de você fulana, não vou desistir
De amor teu sorriso pelo qual um dia tu mulher
Levou-me a beira da loucura de te beijar sem tua permissão
Não vou esquecer você, mesmo que a escuridão venha cegar-me,
Minhas vistas estarão sempre te olhando com os olhos da paixão
Com o coração que me presenteou você minha namorada, eu te amo.
Já não é mais preciso lembrar-te que te amo
Já não posso usar a palavra te amo pra Lhe pedir perdão
Já não sei como expressar meu amor por você.
Um dia isso vai ter fim,
E com o fim morrerei de amor por você
E na morte já quero estar sorrindo
Pois de mim nada desse mundo pode tirar,
O amor que sinto por você.
Esse amor que afunila meu fim,
Pelo desprezo que tu tens tido comigo
É motivo de lagrimas e decepção pelo abandono,
É motivo de se deitar e não mais levantar pra vida.
Mais nem isso nem aquilo que será capaz de tirar
O encanto pela tua beleza e formosura que cada dia
Mais me encanta.
Não vou desistir de você fulana, não vou desistir
De amor teu sorriso pelo qual um dia tu mulher
Levou-me a beira da loucura de te beijar sem tua permissão
Não vou esquecer você, mesmo que a escuridão venha cegar-me,
Minhas vistas estarão sempre te olhando com os olhos da paixão
Com o coração que me presenteou você minha namorada, eu te amo.

Amor é fogo que arde sem se ver - Luís de Camões



Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Passo de Luz


Passo de Luz


Nas tribulações ou discórdias que nos agravem os problemas da vida, recordemos a necessidade de certo donativo, talvez dos mais difíceis na beneficência da alma – o primeiro passo para o reajuste da harmonia e da segurança.

Isso significa para nós um tanto mais de amor, ainda mesmo quando nos vejamos ilhados no espinheiro vibratório da incompreensão.

Por vezes é o lar em tumulto reclamando a tranqüilidade, à face do desentendimento entre criaturas queridas.

Noutras circunstâncias, são companheiros respeitáveis, em conflito uns com os outros.

Em algumas situações, é o estopim curto da agressividade exagerada nesse ou naquele amigo, favorecendo a explosão violenta.

Em muitos lances do caminho é o sofrimento de algum coração brioso e nobre, mas ainda tisnado pelo orgulho a ferir-se.

Nessas horas, quando a sombra se nos estende a vida, em forma de perturbação e desafio a lutas maiores, bem-aventurados sejam todos aqueles que se decidam ao primeiro passo da benevolência e da humildade, da tolerância e do perdão, auxiliando-nos na recomposição do caminho.

Onde estiveres, com quem seja, em qualquer tempo e tanto quanto puderes, dá de ti mesmo esse acréscimo de bondade, recordando o acréscimo de misericórdia que todos recebemos de Deus, a cada trecho da vida.

Alguém nos injuria?
Suportar com mais paciência.

Aparece quem nos aflija?
Disciplinar-nos sempre mais na compreensão das lutas alheias.

Surgem prejuízos?
Trabalhar com mais vigor.

Condenações contra nós?
Abençoar e servir constantemente.

Em todas as situações, nas quais o mal entreteça desequilíbrio, tenhamos a coragem do primeiro passo, em que a serenidade e o amor, a humildade e a paciência nos garantam de novo a harmonia do Bem.